
A newsletter mudou de casa
Tirei as malas do Substack. O blog continua aqui, com a mesma cara de 2003.

Tirei as malas do Substack. O blog continua aqui, com a mesma cara de 2003.

O que antes era diariamente ocupado por um número sem fim de carros e pessoas indo de um lado ao outro agora parece cena de um filme apocalíptico qualquer.

Em algum lugar do passado, é tudo igual, nada se move.

O Homem diminui à medida que a cidade cresce

O seu sorriso era o mesmo, os seus olhos castanhos brilharam naquela tarde e eu, finalmente, sorri de volta.

Tem dias que lembro daquela noite e me arrependo de tudo o que deveria ter feito e não fiz, tem dias — quando fico um pouco alto — que apenas dou risada.

Pior é ficar preso no mesmo ciclo sem fim.

Lembraças malditas em abas que se acumulam.

Era uma vez uma pessoa que não conseguia escrever um novo texto.

Meus contos inacabados nunca darão um livro.

Uma despedida em forma de carta.

Sobre braços curtos e botões que mudam de lugar.

Um texto finalizado nada mais é do que um ato fortuito de coragem (ou imprudência) cometido quando ninguém está olhando.

Ela tinha medo de ser assaltada num condomínio fechado com segurança 24 horas e câmeras a cada dois metros.